13 de outubro de 2021

Não é segredo para ninguém que o mundo não estava preparado para enfrentar uma pandemia em pleno 2020.
Além dos prejuízos em saúde pública, a pandemia impactou a economia mundial, gerando uma grande crise financeira devido o fechamento do comércio e das medidas de segurança contra o Covid-19.
Com isso, grande parte das empresas fecharam suas portas, demitiram funcionários, sofreram grandes percas financeiras e até mesmo decretaram falência.
Mesmo em mercados fortes como o food service, os impactos foram bem grandes.
Segundo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), o mercado de food service foi um dos mais atingidos pela pandemia, principalmente no que se trata das medidas de restrição.
Em meados de março de 2020, muitos estabelecimentos fecharam as suas portas devido aos decretos acerca da quarentena e do funcionamento apenas de serviços essenciais, restrição de deslocamento e horários.
Como meio de contornar o fechamento, as empresas investiram pesado no funcionamento via delivery, sendo uma alternativa para o mercado do food service.
Mesmo com a flexibilização das medidas de segurança, reabertura do comércio e vacinação da população, o futuro ainda é incerto, e o artigo de hoje trata sobre as perspectivas e projeções acerca do mercado de food service pós pandemia.

Impacto da pandemia no food service

A pandemia impactou diretamente a economia devido ao fechamento do comércio e das medidas de distanciamento social na maior parte do país.
Desde o primeiro momento, as empresas que fecharam as suas portas sentiram um grande impacto no seu faturamento, tendo que demitir funcionários e se reinventar em meio a um cenário tão incerto.
Assim, podemos dizer que o ano de 2020 foi um dos anos mais desafiadores para mercado do food service, que se viu obrigado a inovar e criar alternativas para continuar funcionando.
Uma das maiores dificuldades para o food service foi continuar tendo relevância para o cliente e vender seus produtos, mesmo a distância.
Nesse sentido, o mercado optou pelo delivery como alternativa para superar essa dificuldade.
Claro, para algumas empresas essa mudança foi muito mais difícil, principalmente para aquelas que não realizavam entregas e não possuíam uma estrutura mínima para funcionar de forma efetiva.
Assim, a dificuldade de se adaptar ao “novo normal” unida a um custo relativamente alto de implantação do delivery foi o maior desafio para esse mercado.
Também é importante ressaltar a relevância das plataformas como o iFood, Uber Eats e Rappi nesse momento de incerteza, sendo uma das saídas viáveis para as empresas de food service.
Dessa forma, a pandemia impactou as empresas de food service, que passaram a se preocupar muito mais com gestão, eficiência e aplicação de tecnologias para continuar em pleno funcionamento.
Sendo assim, essas mudanças unidas ao novo modelo e hábitos de consumo criaram um novo modelo para esse mercado, o qual tende a permanecer mesmo após o término da pandemia.

Fatores de impacto pós pandemia

Sabendo que os hábitos construídos ao longo da pandemia podem perdurar durante bastante tempo, vamos falar sobre a relação entre estes hábitos e o impacto que eles podem trazer pós pandemia.

Convívio social

Um dos primeiros impactos está diretamente ligado com o convívio social. Como meio de controlar o avanço da pandemia, uma das medidas foi o distanciamento social e a quarentena.
Entretanto, a quarentena no Brasil ultrapassou o período de 01 (um) ano, mudando a forma de conviver e de se relacionar, e claro, influenciado diretamente no consumo e nas atividades sociais.
É importante dizer que esse distanciamento social fez com que a maioria dos consumidores mudassem os seus hábitos de consumo, acostumando-se a ficar em casa e até mesmo a receber as pessoas em casa.
Nesse sentido, o hábito de receber pessoas em casa, pedir comida e fazer um programa social mais confortável pode permanecer mesmo após a pandemia, tanto pela segurança quanto pelas questões financeiras.
Por isso, é importante que as empresas de food service sejam capazes de ser mais flexível quanto a possibilidade de oferecer delivery para o cliente, tal como dispor em seu cardápio opções que vendam para este público.

Mudança de hábitos

Falando ainda sobre a mudança de hábitos dos consumidores, é importante compreender que um dos impactos da pandemia foi o hábito de comer em casa, seja cozinhando ou fazendo o pedido via delivery.
Nesse sentido, a tendência é que esse comportamento continue se replicando, principalmente no que se fala de pedir para comer em casa e fazer confraternizações.
Esse comportamento impacta as empresas pelo fato de que o delivery hoje é essencial para a subsistência da empresa no mercado.
No passado, as empresas que ofereciam a opção de delivery para os seus clientes tinham vantagem sobre a concorrência.
Hoje, o delivery é uma essencialidade, e a empresa que não oferece esse tipo de opção pode perder espaço no mercado e sofrer grandes perdas de clientes, podendo estar com os seus dias contados.

Higiene

Um dos detalhes que fazem toda a diferença no momento atual é a questão da higiene e da segurança, tanto no delivery quanto no consumo local.
Nesse sentido, os consumidores e as empresas passaram a se preocupar tanto com a questão alimentar quanto na segurança dos entregadores e do consumidor.
Sendo assim, as empresas disponibilizam embalagens completamente descartáveis, tal como dispor de máscaras e álcool em gel.
Todos esses detalhes fazem a diferença na confiabilidade da sua empresa, impactando diretamente na sua imagem.
Com a preocupação voltada para as higiene e saúde, a tolerância por parte dos clientes tende a ser muito menor do que antes.
Em alguns lugares, os consumidores até deixam de consumir ou de pedir via delivery se perceberem irregulares como a ausência de máscaras por parte do entregador, por exemplo.
No atendimento físico não é diferente. Os consumidores passaram a se preocupar com a higiene e utilizar álcool em gel de maneira constante, cumprindo os parâmetros de saúde contra o Covid-19.
Embora ainda seja difícil prever como serão as medidas sanitárias pós pandemia, é importante que as empresas estejam preparadas para se adaptar a esse “novo normal”.
Sendo assim, as empresas devem se atentar às medidas de segurança frente aos riscos de saúde, e podemos citar como exemplos:

⦁ Formas de pagamento inteligentes, possibilitando o pagamento via aplicativo, transferência bancária, pix e compras com cartões de débito e crédito, evitando o manuseio de notas de dinheiro;
⦁ Pouca interação com o entregador, já que muitas empresas combinam para o entregador deixar a comida, sem que haja a interação com o cliente;
⦁ Limpeza e desinfecção da bolsa de transporte, mantendo-a sempre limpa e cumprindo as normas de segurança;
⦁ Número limitado de pessoas próximas ao ponto de retirada, diminuindo o contato social;
⦁ Boas práticas de segurança alimentar, incluindo o gerenciamento do tempo de preparo dos alimentos;
⦁ Embalagem descartável adequada, com vedações resistentes a violações, trazendo muito mais segurança ao cliente.

Todos esses pontos estarão cada vez mais presentes no delivery e no mercado de food service, e por isso as empresas devem estar atentas para acompanhar as tendências e exigências do mercado.

Baixo índice de confiança

O baixo índice de confiança é um dos maiores impactos trazidos pela pandemia para o mercado de food service.
Quando falamos do baixo índice de confiança, estamos nos referindo à imagem que o consumidor constrói acerca do seu negócio, seja ele um bar, restaurante, dentre outros.
Um dos fatores que influencia diretamente nessa confiança é o medo de contrair o coronavírus, o que faz com que as pessoas ainda evitem sair de casa e consumir alimentos em outros lugares.
Além disso, também podemos citar que algumas pessoas passaram a ter preferência por cozinhar pela sua própria segurança e saúde, já que sabem como o alimento foi preparado, sua validade e outros detalhes.
Estes aspectos podem parecer irrelevantes para algumas pessoas, mas influenciam diretamente no consumo e no comportamento do consumidor.
Por isso, quanto mais a sua empresa mostrar que é segura e que vale a pena o consumidor confiar em sua marca, melhores serão os seus resultados e o seu espaço no mercado.
Assim, é fundamental criar estratégias que demonstrem a segurança, tanto via delivery quanto no ponto de venda.
Manter a higiene e a organização do seu restaurante, tal como proceder com segurança é essencial para ultrapassar essa dificuldade no pós pandemia.
Sendo assim, o uso de máscaras, luvas e toucas é importante para que os clientes se sintam muito mais seguros em consumir no local.
Outro detalhe que faz toda a diferença para essa segurança é o fluxo interno no seu negócio. Assim, é importante que você reveja o fluxo de preparação dos pedidos e entrega, para que não haja contaminação cruzada.
Lembre-se: quanto mais seguro e higiênico for o seu ambiente, maior será a confiabilidade do seu negócio e da sua marca.

Endividamento e inadimplência

Partindo para os aspectos financeiros, existem dois pontos de grande impacto no cenário pós pandemia: endividamento e inadimplência, tanto por parte da empresa quanto por parte do consumidor.
No que se trata do consumidor, o índice de endividamento que paira o cenário econômico atual irá influenciar diretamente sobre o consumo.
Devido a esse endividamento, a tendência é que os consumidores busquem economizar, consumindo menos e contribuindo para a retração do mercado.
Nesse sentido, é importante criar meios e estratégias para estimular o consumo, seja por meio de promoções e de vantagens que despertem o desejo no cliente.
Por exemplo, em alguns bares e restaurantes é comum ver combos promocionais ou pratos em promoção, os quais variam conforme os dias da semana.
Outra estratégia utilizada são os cartões fidelidade, onde o cliente realiza um determinado número de pedidos e ganha um brinda ou mais um pedido por conta da empresa.
Em ambos os casos, o principal objetivo é estimular o consumo e fidelizar o cliente na empresa, fazendo com que as compras sejam mais recorrentes e diminuindo a retração no mercado.
Quanto às empresas, é fundamental avaliar as questões financeiras e pensar em como é possível reajustar os índices de inadimplência, principalmente com fornecedores.
Nesse sentido, as empresas devem adotar uma postura voltada para a gestão do seu negócio, analisando os aspectos de forma racional e verificando as suas possibilidades para não deixar o negócio em uma situação complicada.

Segurança

Ao pensarmos na pandemia, a principal palavra que nos vem a mente é a insegurança, tanto na questão do futuro quanto de saúde.
Não é segredo que mesmo com o término da pandemia, algumas pessoas ainda se sintam com medo de sair de casa devido a possibilidade de contaminação com coronavírus.
Outro efeito da pandemia nesse sentido é a falta de costume de conviver em grupo novamente, o que traz a fobia social e o medo de assaltos, roubos e furtos.
Todos esses pontos afetam diretamente a ida aos restaurantes, podendo impactar a demanda no seu ponto de venda.
Diante desse cenário, a solução é recorrer a um delivery seguro e bem organizado, proporcionando a confiança e a segurança para o seu cliente.

Mudanças trazidas pela pandemia

Tanto no mercado do food service quanto em outros mercados a entrega de produtos se tornou essencial, e claro, essa mudança brusca atuou também no comportamento do consumidor.
Atualmente, é possível encontrar a maioria das empresas, supermercados, farmácias e outros negócios na internet e em aplicativos de entrega, possibilitando o fácil acesso e comodidade para o cliente.
Nesse sentido, é importante refletir sobre essas mudanças, que impactam diretamente o comportamento do consumidor.
Anteriormente, as compras pela internet e por aplicativos eram facultativas e muitos consumidores tinham receio em fazer pedidos e compras online.
Hoje as compras online são essenciais, e muitos consumidores fazem tudo através da internet e do próprio celular.
Nesse sentido, é fundamental que as empresas que desejam ter destaque e vantagem competitiva acompanhem essa tendência e ofereçam opções para os seus clientes.

Delivery é a opção do futuro?

É inegável que o delivery foi uma das maiores soluções para contornar a crise financeira causada pela pandemia.
Isso se deve pelo fato de que a solução encontrada para continuar funcionando e se mantendo no mercado foi realizar entregas e indo até o cliente, diminuindo a distância entre eles e a empresa.
Grande parte dos negócios passou a investir pesado no delivery, tanto como estratégia para aumentar os resultados quanto para se reinventar.
Como exemplo disso, algumas empresas mudaram o seu modo de funcionamento para o dark kitchen, que é a nova tendência para o setor de food service.
Este tipo de negócio é completamente voltado para a produção de alimentos para viagem, trabalhando apenas com a entrega.
Nesse sentido, é possível compreender que o delivery está cada vez mais presente e interligado com o food service, tanto que foram realizadas várias pesquisas acerca da funcionalidade do delivery nesse mercado.
Uma das pesquisas foi realizada pelo Instituto Qualibest no final de 2020, a fim de compreender o comportamento do consumidor e a adesão das compras online frente a pandemia.
Nesse sentido, a quantidade de pessoas que não utilizavam caiu de 54% para 28%, o que demonstra a essencialidade da possibilidade de compras online e do delivery para o mercado.
Indo um pouco mais além, o Foodservice analisou o comportamento dos consumidores acerca de pedidos via delivery, questionando a frequência com que eles pediam comida por delivery.
Nesse sentido, cerca de 61% dos entrevistados pela Foodservice pediram comida por delivery, demonstrando a relevância dessa estratégia para o food service, sendo uma das soluções do futuro para as empresas.
A seguir, vamos utilizar a pesquisa realizada pela Foodservice para falarmos sobre o delivery e a sua importância para o mercado pós pandemia.

Formas de pedido por delivery

Basicamente, o delivery funciona da seguinte forma: o cliente entra em contrato com a empresa, faz o seu pedido e o recebe em casa.
Entretanto, existem diversas maneiras de pedido por delivery, sendo eles:

⦁ Marketplaces
⦁ Telefone do estabelecimento;
⦁ WhatsApp do estabelecimento;
⦁ Aplicativo ou site do estabelecimento;
⦁ Redes sociais do estabelecimento.

Todas estas opções são planejadas de acordo com a necessidade do cliente, pensando em atingir o público-alvo ideal.
Por isso, por trás da implantação de um delivery existe um estudo de mercado para saber em qual plataforma está este público-alvo, e em qual delas a comunicação é mais efetiva.
Segundo a Foodservice, a principal via de comunicação do delivery são os marketplaces, telefone e o WhatsApp dos estabelecimentos.
Esta informação é bastante interessante para as empresas, pois o WhatsApp é uma ferramenta simples e fácil de gerir, e que pode ser integrada aos negócios e trazer grandes impactos positivos.
Por exemplo, se você dispõe de redes sociais com um catálogo virtual, é possível disponibilizar o link de acesso direto ao WhatsApp, automatizando o atendimento e facilitando o delivery.

Projeção de pedidos por delivery pós pandemia

Outro fato interessante é a continuidade do delivery mesmo pós pandemia. Anteriormente, o delivery era uma vantagem estratégia, não sendo tão relevante para os consumidores.
Com a pandemia, os consumidores adotaram esse hábito de consumo e mudaram os seus hábitos de consumo.
Sendo assim, a tendência é que os clientes continuem fazendo o uso do delivery, mesmo com o término da pandemia.
Além disso, a pesquisa da Foodservice demonstrou que as opções mais pedidas via delivery são:

⦁ Pizza;
⦁ Hamburguer;
⦁ Lanches em geral;
⦁ Marmitex ou marmitas;
⦁ Comida japonesa;
⦁ Pastel e salgados;
⦁ Comida brasileira;
⦁ Comida saudável;
⦁ Esfiha e comida árabe;
⦁ Bolos e doces;
⦁ Grelhados.

Todas estas opções são indicativos de que estes nichos estão em alta no mercado de food service.
Sendo assim, é importante que as empresas que atuam nestes nichos estejam preparadas para atender ao seu público após a pandemia.

Aspectos essenciais em um delivery

Dentro do delivery, existem aspectos fundamentais que influenciam diretamente na decisão de compra.
De acordo com a Foodservice, estes aspectos são:

⦁ Preço acessível;
⦁ Entrega grátis;
⦁ Limpeza e higiene da comida;
⦁ Promoções, cupons e descontos;
⦁ Confiabilidade dos alimentos;
⦁ Embalagem segura e protegida;
⦁ Preço total adequado;
⦁ Rapidez na entrega;
⦁ Limpeza e higiene no momento da entrega;
⦁ Cardápio que agrade o cliente;
⦁ Facilidade para realizar o pedido.

Estes aspectos são os pilares do bom funcionamento do seu delivery, sendo essencial mantê-los alinhados com a visão e com os objetivos da empresa.
Outro detalhe que faz diferença para o delivery é a fidelização do cliente, que tende a realizar o pedido devido a confiança no estabelecimento e estar satisfeito com o produto.

Projeções do setor de food service

Embora as medidas de segurança estejam muito mais flexíveis e os índices de vacinação estejam avançando, o mercado do food service ainda se mostra bastante incerto.
A tendência é que o home office perca força após a pandemia, o que afeta diretamente no funcionamento do mercado, já que as pessoas irão consumir mais alimentos fora de casa.
Nesse sentido, o que fará toda a diferença para o food service serão as novas tendências do mercado e o comportamento do consumidor.
Como dissemos, há a possibilidade de o consumidor continuar preferindo o consumo via delivery, já que muitas pessoas se adaptaram as compras por aplicativos e compras online.
Nesse sentido, a tecnologia será uma grande aliada dos negócios, tanto na questão de atendimento quanto na própria organização da empresa.
Outra projeção para o mercado de food service é a questão dos cardápios digitais e do autoatendimento, tal como as comandas eletrônicas e pagamentos online.
Como ainda existe o medo, a tendência é que o contato social continue menor, e com isso o autoatendimento ganha força.
Nesse sentido, a sua empresa deve estar preparada para contar com cardápio digital, seja em formato de QR Code ou em dispositivos digitais, como tablets fixos nas mesas.
Aqui, o cliente verifica o cardápio, realiza o seu pedido e só interage socialmente no momento da entrega do pedido, sendo esta interação mínima.
Outro detalhe trazido pela tecnologia é a dispensa do uso de papéis e de cédulas de dinheiro, devido a possibilidade dos papeis disseminarem o vírus.
Nesse sentido, as comandas deixam de ser físicas e passam a ser digitais, tal como os métodos de pagamento.
Assim, a sua empresa deve estar preparada para ser mais flexível e aceitar métodos de pagamento como cartões de débito e crédito e até mesmo PIX.
Sendo assim, a tendência é que o food service se torne cada vez mais tecnológico e produtivo, fazendo parte do mundo digital.
Entretanto, é importante dizer que fazer parte do mundo digital pode demandar investimentos e exigir da empresa a capacidade de ser flexível e se reinventar.
Contudo, a tecnologia possibilita a automação de atividades que antes eram complexas, burocráticas e de alto impacto, como por exemplo o lançamento de pedidos em comandas.
Nesse sentido, quanto mais flexível for a sua empresa, maiores serão as possibilidades de aderir a uma estratégia tecnológica, o que é altamente vantajoso para o seu posicionamento e vantagem no mercado.

Retomada

Segundo a Abrasel, a retomada do setor de bares e restaurantes está a todo vapor.
Em agosto desse ano, foi realizada uma pesquisa com cerca de 1.272 estabelecimento para verificar como está o faturamento do setor.
Os resultados mostram que o índice de endividamento está diminuindo. Em abril, o índice de empresas trabalhando no prejuízo era de 77%, e hoje o índice é de 37%.
Nesse sentido, é possível perceber que o setor está voltando ao seu funcionamento, mesmo que em alguns lugares do país os bares e restaurantes ainda funcionem com limitação.
Além disso, a Abrasel afirma que existe a possibilidade de uma retomada um pouco mais difícil, já que os insumos estão muito mais caros do que no início da pandemia.
Embora este cenário seja um pouco incerto, a Abrasel estima que o mercado do food service gire um valor aproximado de R$ 166,9 bilhões de reais até o final de 2021.
Além disso, a estimativa é que o food service se recupere completamente em 2022, e isso se deve a diversos fatores.
Um deles está relacionado com o fechamento de 30% das empresas de food service durante a pandemia, o que pode ser uma oportunidade futura para as empresas que desejam entrar no mercado.
Com a queda nos índices de infecções e mortes por Covid-19 e com as políticas de vacinação da população, a tendência é que o mercado volte a funcionar de forma flexível.

Conclusão

A incerteza trazida pela pandemia pode ser assustadora e prejudicial para as empresas, principalmente no que se trata de novos investimentos e projeções.
Entretanto, é possível criar estratégias de crescimento com base no comportamento do consumidor e na dinâmica do mercado atual.
Nesse sentido, se a sua empresa ainda não dispõe de condições para voltar ao pleno funcionamento em sua forma física, o delivery pode continuar sendo uma opção, tal como as dark kitchens.
Contudo, é importante dizer que em qualquer um dos modelos de negócio, a sua empresa deve estar bem-organizada e possuir um sistema de gestão voltado para o controle e monitoramento do seu desempenho.
Assim, a principal chave do sucesso nesse momento é a gestão da sua empresa, pois quanto mais fortalecida forem os seus mecanismos, menores serão os impactos da crise em seu negócio.

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